DSA Stands in Solidarity with Protectors of the Amazon

This statement was approved by DSA’s National Political Committee (NPC).

As land grabbers and plantation owners set fires now raging across huge expanses of the Brazilian Amazon, three national formations of the Democratic Socialists of America – the Ecosocialist Working Group, the Immigrants’ Rights Working Group, and the International Committee – issue our unequivocal condemnation of the colossal and coordinated brutality inflicted by capitalists on the ecosystem and its people,  so integral to the prospects not only of our species, but of all life on our planet. The damage is inextricable from Jair Bolsonaro and his political allies’ explicitly genocidal targeting of Indigenous peoples, Afro-Brazilians and landless workers.

We demand an immediate cessation to this capitalist arson and the restoration of the self-determination of water and planet protectors in Brazil, in the United States, and in every land scarred by extractivist domination.

The Amazon and its peoples are critical to our planet’s health, and the stakes grow sharper by the day as forests and peoples are exterminated while greenhouse gas emission levels continue to rise.  If another fifth of the Amazon burns we could witness the release of “a doomsday bomb of stored carbon.” Jair Bolsonaro has emboldened land grabbers and illegal miners through categorical attacks on Indigenous peoples’ and Afro-Brazilians’ constitutionally-guaranteed right to the land, as well as landless workers’ right to occupy lands that have fallen into disuse. Influenced and coerced by wealthy and politically powerful interests that include publicly traded multinational corporations and agribusinesses, they are determined to exploit the land to its final depletion.

According to this infographic, large landowners are even organizing “Burn Days,” igniting tracts of forest that have been cut down while intentionally allowing the flames to burn out of control. Indigenous territories and areas under conservation have been frequent targets of attacks this year, with an 82% jump in the number of fires breaking out so far this year compared to all of 2018. Bolsonaro and his core allies make their intentions clear with open praise for brutal tactics as well as proposals such as a constitutional amendment allowing Indigenous lands to be appropriated by agribusiness and mining interests. They are open agents of white supremacy and settler colonialism.

The burning of the Amazonian rainforests is an exceptionally clear case of human activity triggering immediate and catastrophic environmental consequences, and it is only one from a bottomless vault of proofs that without ecosocialism, we are condemned to barbarism. Thousands of migrants approach the southern border to the U.S. from countries across the Global South that already suffer the effects of climate-induced drought and conflict. The cruelty of the U.S. response to their plight in the form of proliferating concentration camps and indefinite detention is mere preview of what more there is to come without a transformational change in course.

There is a nauseating symmetry between Bolsonaro’s brutal violations and the growing chances of ecofascism as a despicable settler-colonial strategy for adaptation. In ominous confluence, October 2018 marked Bolsonaro’s election victory, the release of the International Panel on Climate Change (IPCC) Special Report on the certain consequences of exceeding a 1.5 degree celsius increase  in global temperatures, and the White House’s publication of a report demonizing socialists. The lines of struggle could not be more clearly drawn.

The Democratic Socialists of America stand in solidarity with Indigenous peoples, Afro-Brazilians, rural workers in Brazil such as those agitating through the Landless Workers’ movement (MST), and the masses everywhere threatened by this accelerant of our global climate emergency. In the interest of nothing less than a future for all species, we demand an immediate halt of the plunder and destruction of the Brazilian Amazon consigning millions to misery.


DSA se solidariza com os protetores da Amazônia

Como os grileiros e fazendeiros atearam o fogo que já ardendo furiosamente por enormes extensões da Amazônia Brasileira, três órgãos nacionais da maior organização socialista dos Estados Unidos, os Democratic Socialists of America (Socialistas Democráticos dos EUA) – o Grupo de Trabalho Ecossocialista, o Grupo de Trabalho dos Direitos do Imigrante, e o Comitê Internacional – declaramos a nossa condenação inequívoca da brutalidade colossal e coordenada que os capitalistas estão infligindo no dito ecossistema e seus povos, tão integral não só à sobrevivência da nossa espécie, mas também de toda a vida na Terra. Esses danos são indissociáveis das ações de Jair Bolsonaro e de seus aliados políticos  de colocarem como alvo, com fins genocidas, os povos Indígenas, Afro-brasileiros, e trabalhadores sem terra.

Nós exigimos a cessação imediata desses incêndios criminosos capitalistas e a restauração da autodeterminação dos protetores de terra e da água no Brasil, nos Estados Unidos, e em toda terra do mundo marcada por dominação extrativista.

A Amazônia e os povos que nela habitam são essenciais  à saúde do nosso planeta, e os riscos se elevam a cada dia enquanto a floresta e o povo são exterminados e os níveis de emissões de gases do efeito estufa continuam a aumentar. Se mais um quinto da Amazônia for queimado, poderemos ver a liberação de “uma bomba apocalíptica de dióxido de carbono.” Jair Bolsonaro encorajou grileiros e mineradores ilegais através de ataques categóricos aos direitos constitucionalmente garantidos aos povos Indígenas e Afro-brasileiros à terra, bem como o direito dos trabalhadores sem terra a ocuparem terras improdutivas. Influenciados e incentivados pelos interesses dos ricos e poderosos – incluindo o agronegócio e corporações multinacionais – esses grileiros, mineradores ilegais e fazendeiros estão determinados a explorar a terra até seu esgotamento total.

Segundo esse infográfico, grandes fazendeiros estão organizando “dias do fogo,” ateando fogo em áreas desmatadas enquanto permitem, intencionalmente, que as chamas queimem fora do controle. Os territórios Indígenas e áreas de conservação foram alvos frequentes de ataques neste ano, com um aumento de 82% dos focos de incêndio até agora em comparação ao ano de 2018.  Bolsonaro e seus aliados deixam claros os seus intuitos ao apoiarem abertamente táticas brutais, assim como lançando propostas como uma emenda constitucional autorizando o agronegócio e as empresas de mineração a se apropriarem de terras Indígenas. Eles são agentes plenos da supremacia branca e do colonialismo.

As queimadas da Floresta Amazônica é um caso excepcionalmente claro de atividade humana desencadeando consequências ambientais imediatas e catastróficas, e é mais uma prova de uma lista infinita que, sem o ecossocialismo, estamos condenados à barbárie. Milhares de migrantes se aproximam da fronteira do sul dos EUA vindo de países ao redor do hemisfério Sul  que já estão sofrendo os efeitos de secas e de conflitos induzidos pelas mudanças climáticas. A crueldade da resposta do governo dos EUA ao sofrimento desses migrantes em forma de campos de concentração e detenção indefinida é uma pequena prévia do que mais há de vir se não fizermos uma mudança de rumo transformadora.

Existe uma simetria nauseante entre as violações brutais de Bolsonaro e as chances crescentes do ecofascismo como estratégia colonial desprezível de “adaptação climática.” Em uma nefasta casualidade, o mês de outubro de 2018 marcou a vitória presidencial de Bolsonaro, o lançamento do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), do Relatório Especial sobre as consequências de um aumento maior do que 1,5 graus celsius da temperatura global, e a publicação da administração presidencial de Donald Trump de um relatório denegrindo os socialistas. As linhas de luta não podiam ser mais claras.

Os Democratic Socialists of America (Socialistas Democráticos dos EUA) se solidarizam com os povos Indígenas, Afro-brasileiros, trabalhadores rurais sem terra, e massas em todo lugar do mundo que estão ameaçados por esse acontecimento da emergência global climática. A fim de nada menos do que assegurar um futuro para cada um das milhões de espécies desse planeta, nós exigimos a cessação imediata da pilhagem e destruição da Amazônia Brasileira, que está relegando milhões de pessoas à miséria.